Campanha de Lula denuncia redução de ônibus no 2º turno e aciona a Justiça

 Em São Paulo, campanha afirma que apenas 60% da frota estaria circulando; em Salvador, TRE-BA determina retomada integral dos coletivos e ordena medidas para fiscalizar o cumprimento da decisão.

ITAPETINGA ACONTECE

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou a Justiça Eleitoral neste domingo (25) para denunciar problemas na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. As denúncias envolvem São Paulo e Salvador, onde eleitores relataram dificuldades para chegar aos locais de votação.

São Paulo: campanha aponta redução de 40% na frota

Na capital paulista, a coligação de Lula afirmou à Justiça Eleitoral que apenas 60% da frota de ônibus estaria em circulação, apesar de uma decisão judicial que determinou a disponibilização de 100% da frota operacional prevista para o dia.

Segundo a representação, houve relatos de longas esperas em diferentes regiões da cidade, incluindo a Zona Leste. A campanha pediu o restabelecimento imediato da frota integral e a apuração de possíveis irregularidades.

A Prefeitura de São Paulo afirmou que cumpriria a determinação judicial, mas questionou o prazo para mobilizar os trabalhadores necessários à ampliação da operação.

Salvador: TRE-BA determina retomada integral dos ônibus

Em Salvador, a situação levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a determinar o restabelecimento imediato de 100% da frota, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.

A decisão estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento e determinou medidas de fiscalização. O tribunal também ordenou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, conforme noticiado pela imprensa.

A Prefeitura de Salvador atribuiu os problemas iniciais a dificuldades operacionais nas garagens e afirmou que a saída dos veículos teria sido afetada por uma mobilização envolvendo adesivos nos ônibus. Essas alegações integram a controvérsia sobre o episódio.

Transporte público e direito ao voto

A legislação eleitoral prevê a oferta de transporte coletivo urbano gratuito nos dias de votação, com frequência compatível com a dos dias úteis, conforme as regras aplicáveis.

A redução da oferta de ônibus pode dificultar o deslocamento de eleitores, sobretudo daqueles que dependem exclusivamente do transporte público. Por isso, a Justiça Eleitoral foi acionada para garantir condições de acesso às urnas.

Até o momento, as denúncias devem ser diferenciadas das conclusões definitivas sobre eventuais responsabilidades. A apuração de possíveis irregularidades eleitorais cabe às autoridades competentes.

Fontes: CNN Brasil, Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e Folha de S.Paulo.

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